AUTOR: Carlos Alberto Hang
De um lado temos alguns teóricos que tentam livrar das costas dos pais o peso do mundo das responsabilidades pela criação dos seus filhos e doutro temos pais tentando nomear a escola, o governo e a sociedade como responsáveis diretos pela educação deles, sendo que, quando os atos dos filhos são bons, os pais querem assumir os méritos, e quando negativos, a culpa passa a ser de terceiros.
Existe cada dia mais uma mentalidade romântica a respeito de ter filhos na maioria dos casais, os quais debruçam esta questão desconectados da responsabilidade que isto encerra. Desde pequenas, as crianças tendem a imitar aos comportamentos dos adultos, o que é natural e necessário para viver em sociedade, e o fazem através da observação e brincadeiras. Vivencia-se em seu lar pais discutindo na maioria do tempo e irmãos não respeitando aos pais e aos demais, o que aprenderá e tomará como ação sua a posteriori?
Toda forma extrema de educação é questionável, desde a falta de atenção até a atenção exagerada, por exemplo. Filhos são e devem ser sim de responsabilidade dos pais e se eles têm comportamentos inadequados na maioria do tempo - e, além dos limites toleráveis, alguma coisa está errada e, não poucas vezes, diz respeito à educação que estão recebendo.
Limite é uma palavra que deve ser sinônimo na educação de crianças e jovens, assim como Comunicação. O que temos visto são pais voltando a ver seus filhos como miniadultos como era na Idade Média, pois atribuem a eles uma postura como capazes de decidir e de desejar o que mal compreendem ainda, por exemplo. Está existindo, em nome da moderna educação, muita conversa além dos limites da compreensão da criança em nome da tal comunicação que foi idealizada e doutrinada como o melhor caminho, mas é dada pouca demarcação de limites e exemplos positivos a serem seguidos.
Uma criança que, cada vez que os pais voltam para casa, recebe um presente, que impacto será receber outro no Natal e em seu aniversário se não o for de uma multiplicidade de valor dos que já têm recebido? Tenho receio do resultado final e pena da maioria dos pais que conhecemos, os quais exageram em diversas ordens na educação de seus filhos. Devem ter em mente que os filhos serão, a princípio, reflexo do comportamento dos pais e depois da sociedade em que estiverem inseridos.
Pais que querem ter filhos interessados em educação não precisam ficar dizendo do quanto isso é importante para a vida, mas demonstrar aos filhos através de seus próprios atos o grau de importância que o tem.
Se querem filhos leitores, que sejam pais leitores. Se querem filhos que respeitem e sejam justos com os demais, que sejam pais que mostrem respeito e sejam justos com as pessoas diante de seus filhos. E o que dizer da falta da presença dos pais na vida de seus filhos, como em reuniões do colégio, apresentações artísticas dos filhos e outras ações que fogem da rotina e que são marcantes para seus filhos?
Um filho que não vê seu pai sendo gentil e amoroso com sua mãe, poderá sim ter grandes chances de ter dificuldade de ser carinhoso e gentil para com as mulheres com quem se relacionará na vida adulta. Somos sim uma extensão de nossos pais, claro que, com nuances a se considerar, tanto é que não é raro um cônjuge dizer ao outro a famosa frase "você está igualzinho a tua mãe ou ao teu pai".
Sim, é bem provável, pois estes foram seus modelos de vida mais enraizados, que somados aos demais, temos os comportamentos atuais e não é nada fácil nos livrarmos de modelos já incorporados. Por que exige que seu filho respeite autoridades se eles o vê falando mal do governo, discutindo com policiais e sendo desrespeitoso com os professores de seu filho?
Como quer que seu filho vá à Igreja se tu mesmo falta tal compromisso ou reclama quando tem que ir? Quantos pais levam seus filhos a passearem num museu? Quantas famílias têm uma - pequena que seja - biblioteca e os filhos vêem seus pais lendo ou estes lendo para seus filhos?
Vivemos num mundo simbólico e, sendo assim, se os filhos fazem relação da figura dos pais com livros, por exemplo, terão um impulso de gostar de livros em sua vida, seja para se sentirem perto dos pais, seja como meio de demonstrar o quanto gostam deles através deste suporte simbólico, seja como uma busca por um tempo que se foi e que sentem saudades. Quando for reclamar do comportamento de seus filhos, procure antes refletir do quanto ele poderá estar te imitando e o que pode ter feito ou estar fazendo que está provocando tais comportamentos.
Sim, seus filhos têm livre arbítrio sim, mas é relativo, assim como você tem uma colaboração ímpar em todo o processo educacional.
Seja o exemplo do que gostaria que seja seu filho, pois algo de ti irá refletir na vida dele, pode ter certeza, e esperamos que sejam os bons exemplos e que estes venham a fazer a diferença na vida deste futuro adulto.
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Respeito
A globalização trouxe às pessoas de todo o mundo a oportunidade da informação imediata de tudo que se relaciona com o ser humano. Somente os indivíduos que não têm acesso aos meios de comunicação ficam isolados numa ilha de ignorância. Os demais sabem discernir o certo do errado, e aqueles que erram são conscientes e responsáveis por seus atos.
A família, agente direto na educação e formação dos jovens, tem falhado em sua missão pela omissão, desatenção, desintegração ou por falta de condições essenciais para transmitir conhecimentos e exemplos. A escola, no seu papel de educadora, deixa a desejar no sentido de fazer o educando compreender a importância dos valores. Assim, a geração atual está comprometendo as próximas pela deterioração da moral.O povo brasileiro está carente de respeito. A falta de respeito a tudo e a todos é constante. Os malcriados estão nas ruas depredando o bem público, jogando lixo nas calçadas e nas praças e dirigindo automóveis e motos como débeis mentais. Nos shoppings e nos supermercados, estacionam seus carros nos lugares reservados aos deficientes físicos e aos idosos e deixam os banheiros em estado lastimável. Nos cinemas, durante as sessões, conversam em voz alta e colocam os pés nas poltronas. Consideram os idosos estorvos, desprezando-os como se fossem criaturas inúteis.
O pior acontece dentro da família, onde tudo começa. A falta de respeito entre pais e filhos tem origem na falta de compreensão, de diálogo, de exemplo. Uma grande parte de pais não tem idoneidade paternal e, por conseguinte, não pode exigir nada de seus filhos.
Essa situação não é generalizada, mas preocupante, porque a expansão pode chegar a um nível insuportável. Nunca é tarde para começar a combater esse mal. Cada cidadão poderá fazer um esforço para mudar seus hábitos inconvenientes, a sua maneira no ambiente familiar, o seu estilo de ensinar, não se atendo só ao conteúdo programático, e também procurando exercer com rigor as suas funções para inibir os abusos que venham a ocorrer em seus setores fundamentais ao convívio social.
Cada um desempenhando bem o seu papel na sociedade e respeitando tudo que o cerca, talvez se consiga achar o caminho para uma vida em harmonia.
Antonio Dias Raitani
Eng. Agrônomo.
Texto publicado no Jornal A Notícia de 06/12/08.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Não terceirize a educação de seu filho
Em virtude desta confusão, os pais estão terceirizando esta atribuição e deixando esta responsabilidade com a escola.
Para educar deve-se ter dedicação para promover a disciplina, o respeito e as virtudes.
Entretanto não está se abdicando de algumas atividades, ou seja, não está se abrindo mão de compromissos particulares.
Não basta matricular o filho na escola e esperar que ele saia educado. A família é a principal responsável por formar o indivíduo.
Ao ficar jogando futebol ou vidrada na novela, poderia se realizar diálogos com os filhos para identificar desvios de conduta e esclarecer o que é certo ou errado. São poucos minutos no presente que poderão ser valiosos no futuro.
Se você não instruir o seu filho para o bem, tenha certeza que tem quem faça para o mal.
Quando alguém perceber algum desvio numa criança, não se falará da escola na qual a criança estuda, mas sim se falará que a família pode ter problemas e dificuldades em instruí-la.
Não esqueça! Quem ama educa. Então não terceirize a educação de seu filho.
José Ricardo Correa Maia
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