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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Fortaleza, a virtude que é o fenômeno da superação

Autor: José Ricardo Corrêa Maia

Superação é o ato de exceder limites. Isso requer muita determinação, dedicação, fé e esperança.
Ronaldo Nazário é um exemplo de superação, depois de 3 contusões conseguiu dar a volta por cima. Outro exemplo de superação é Thomas Edison, conforme o texto “Dar a volta por cima” de Donald Malschitzky, ele após ter o laboratório destruído, o reconstruiu, continuou trabalhando e conseguiu atingir sua meta.

De acordo com Apolinário Ternes família é o fundamento indispensável para a sociedade e provavelmente Ronaldo, Thomas Edison e tantos outros que conseguem se superar tem a semente da fé e esperança plantada pela mãe que conta com o apoio do pai para formar a índole.
No dia 15 de maio é comemorado o dia internacional da família. Momento para refletir sobre o que significa família. A família deve formar as pessoas e nisso está contemplado ensinar tudo o que é necessário para ultrapassar os limites, tais como virtudes e otimismo. Ela também deve apoiar com incentivos que estimulem a perseverança.

Continuando o tema superação, temos outro exemplo que é a equipe de basquete Raposas do Sul que se superam todos os dias ao treinar nas suas cadeiras de rodas e quando entram para uma disputa de campeonato já atingiram a meta graças à amizade e companheirismo. Quando se precisa renascer das cinzas feito Fênix, é que se reconhece o verdadeiro amigo que é aquele que está sempre presente compartilhando as dificuldades e também as conquistas.

No livro do Eclesiástico cita: “na dor, permanece firme e na humilhação tem paciência”. A falta de paciência pode por tudo a perder, fazendo não esperar o momento certo para certas atitudes.

Contudo, permanecer firme na dor é uma prova de fortaleza, virtude que assegura a firmeza nas dificuldades para não se fraquejar ante os obstáculos.

Se você está com dificuldades aprenda com estes exemplos e pratique paciência, esperança, fortaleza e entregue-se inteiramente. Este sacrificio o tornará um vencedor.


Publicado no Recanto da Letras

http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1578286

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dar a volta por cima

Autor: Donald Malschitzky

“Há sempre um pouco de fantasia no otimismo, mas é uma fantasia criadora; há sempre um pouco de verdade no pessimismo, mas é uma verdade estéril” Autor desconhecido
“O que faço neste fim de mundo?”, perguntava-me num curso no Confim do Judas, nas montanhas da Guatemala. Frio a ponto de queimarmos enormes troncos no centro da cabana onde se desenvolviam as palestras para nos mantermos razoavelmente aquecidos. Seco a ponto de vários de nós ficarmos afônicos por dias seguidos. A resposta sobre o que fazia estava ali, ao meu lado e na minha frente: 30 pessoas de vários países, compartilhando suas experiências, sua cultura, sua forma de pensar e agir. Viver nesse caldeirão cultural durante duas semanas, por si só, já seria suficiente, mas havia muito mais: as palestras e os palestrantes vindos do Peru, da Costa Rica, Guatemala, Cuba, Estados Unidos e outros países que não recordo, resumiram em pouco tempo o que levaria meses ou anos para ter acesso.Guillermo, um divertido e falante guatemalteco, passou dois dias fazendo tudo quanto é tipo de abordagem sobre análise transacional, abrindo portas que sequer imaginávamos existir, mas o que marcou para sempre, foi o principal mote de um americano calmo e ponderado, cujo nome não recordo: “Não existem dificuldades, existem desafios.” Pode parecer retórica, mas é mudança de paradigma: do medo para a realização, da desculpa para a ação. A palavra “resiliência” não era tão conhecida na época, mas seu conceito, sim, o analisamos à exaustão. Ceder, se necessário, mas voltar à forma original depois, usar a força da queda para subir a próxima colina, encarar a dificuldade de frente, como desafio e como combustível para alcançar melhores resultados. Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, como diz a música de Paulo Vanzolini, talvez seja uma das melhores receitas de felicidade. Quem não se sacode, mergulha na própria tristeza e desgraça e cava cada vez mais para o fundo até não ver mais a luz. Conta-se que em 1914 o laboratório de Thomas Edison, avaliado em mais de 2 milhões de dólares, na época, pegou fogo e seu filho saiu desesperado para encontrar o pai. Encontrou-o olhando as chamas. O velho inventor virou-se para o filho e disse: “Existe um grande valor num desastre como este: todos nossos erros são queimados. Graças a Deus, agora podemos começar tudo de novo.” Três semanas depois, terminou de inventar o toca-discos, projeto no qual havia trabalhado infrutiferamente nos últimos três anos! Cada vez que ouvimos uma música, é Edison sacudindo a poeira, dando a volta por cima e pedindo que usemos o ritmo do que ouvimos para fazê-lo também.

Publicado no Jornal Notícias do Dia e Recanto das Letras