Mostrando postagens com marcador Sabedoria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sabedoria. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O trem, o sapo o milho de pipoca e as mudanças

Autor: José Ricardo Corrêa Maia

O trem segue de estação em estação até chegar ao seu destino final. Assim, é o ciclo da vida no qual a gente nasce, cresce, envelhece e também chega ao destino final. A cada etapa ou estação ocorre o que assusta a muitos que é a mudança.

Quando o trem para numa estação fica um determinado tempo para carga e descarga e para entrada e saída de passageiros.

Essa mudança não causa apenas simples desconforto, mas também medo.
É como se mudasse de escola, emprego ou cidade. Com o passar do tempo se faz amizades e se acostuma com esta estação. Mas chega um certo momento que é hora de partir para a próxima estação. Alguns passageiros continuam a viagem, outros desembarcam.

Temos que acompanhar o trem da vida e assimilar todas as mudanças. Não é fácil, mas é necessário,
Profissionalmente deve-se facilitar e até mesmo provocar mudanças. Sem mudanças não há crescimento.

Albert Einstein declarou: “É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE MUDAR OS HÁBITOS DAS PESSOAS”.
As pessoas e os grupos resistem às mudanças ou por medo do que lhes é desconhecido ou por medo do que possam vir a perder com a implantação de novas mudanças e por sair da zona de conforto.
O livro Ping - A busca de um sapo por uma nova lagoa de Stuart Avery Gold fala sobre mudança, superação de obstáculo e fé. É a parábola do sapo Ping, que se vê diante de uma aterrorizante aventura quando a lagoa que conhecia tão bem e onde se julgava tão feliz seca completamente, fazendo com que ele saia em busca de um novo lugar para dar seus saltos. O que prova que muitas vezes temos que mudar.

No caso do trem, por mais que se goste de uma estação, por vezes somos forçados a mudar de estação, por exemplo, quando se é dispensado de um emprego.
No livro “O amor que acende a lua” de RUBEN ALVES narra a parábola do milho de pipoca.
O milho de pipoca somos nós: duros e impróprios para comer.Pelo poder do fogo podemos nos transformar em outra coisa. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito.
Mas, de repente, a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos, o fogo. Pode ser perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego ou pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.A pobre pipoca, fechada dentro da panela, cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou. Dentro de sua casca dura não pode imaginar destino diferente. Aí, a grande transformação acontece e ela aparece completamente diferente.Mas tem o piruá que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. Terminado o estouro da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Não seja um piruá. Quando o trem da vida prosseguir não resista a mudança, pelo contrário, mude para vencer.
Para isso você deve ter SABEDORIA para reconhecer a necessidade de mudar, CORAGEM para iniciar a mudança e DETERMINAÇÃO para manter o curso.

domingo, 29 de março de 2009

A vida é uma estrada

Autor: José Ricardo Corrêa Maia

Na jornada da vida encontram-se vários tipos de estrada. A felicidade, o sucesso e a prosperidade dependem da capacidade de adaptação e de como se supera os obstáculos de cada trecho.

Para se ter segurança numa estrada deve-se ter uma adequada infraestrutura, como por exemplo, pavimentação e sinalização.
Na vida essa base é a formação que é composta por cortesia, respeito, virtudes e valores responsáveis pela índole e caráter. Com isso, pode-se iniciar esta viagem com mais confiança.

Nesta estrada têm-se retas que podem ser verdadeiras armadilhas convidando ao excesso de velocidades, o que aumenta os riscos de acidentes. Muitas vezes isso ocorre sem se perceber. Na estrada da vida existem situações semelhantes na qual o excesso de confiança torna as pessoas displicentes, imprudentes, prepotentes, arrogantes ou com qualquer outra atitude inconveniente sem imaginar o que está acontecendo. Afasta, desta forma, os amigos e interferindo nas relações inter-pessoais. Nas retas de sua estrada tenha cuidado para não extrapolar.

Nas serras tem subidas íngrimes e trechos sinuosos com curvas perigosas, normalmente com neblina prejudicando a visibilidade. Nestes momentos precisa-se de potência para subir, o que na vida são a determinação e persistência. Nos trechos sinuosos com serração deve-se guiar com cautela, atenção, paciência e ser um bom observador. Na sua estrada não se pode esquecer isso porque uma pessoa impaciente, desatenciosa ou que fala muito mais do que observa pode por a perder sonhos e esforço de uma vida.

Lembre-se que nessa estrada você não estará só e infelizmente encontrará gente deseducada, impaciente e intolerante, por exemplo. Assim como se passa pelos buracos e trechos perigosos deve-se administrar os conflitos com calma, serenidade, tolerância e fundamentalmente sabedoria.

Portanto, ao guiar numa estrada ou na sua vida profissional e pessoal deve-se procurar ser determinado, tolerante, sábio, prudente e acima de tudo evitar excessos para não extrapolar nos atos e se expor a riscos desnecessários.